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New Space Tech Green apresenta seus produtos e serviços na Campinas Innovation Week
15/09/2026
Com apoio da Fundepag, Márcio Costa, representando a New Space Tech Green, apresentou os seus produtos e serviços de nossa startup que atua no “Space Farm” na Campinhas Innovation Week. Além de estarmos presentes em um stand no dia 15 de setembro.
Agracedemos a toda a Fundepag, nas figuras da Lívia Bernardes e da Natália Beck Sanches, e ao Parque Tecnológico CTI-Tec pelo imenso apoio e atenção prestados.
Carga útil com microrganismos será enviada a bordo da Operação Potiguar 2
Experimento com microrganismos promotores de crescimento de plantas faz parte da Rede Space Farming Brazil
A Rede Space Farming Brazil vai participar da Operação Potiguar 2, que deve ocorrer até 19 de setembro, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN). A missão, conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB), vai lançar a Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R), utilizando o foguete VS-30 V16.
O foguete brasileiro vai levar uma carga útil contendo um experimento desenvolvido pela Rede Space Farming Brazil, coordenada pela Embrapa, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). Serão enviados dois microrganismos utilizados na agricultura brasileira (soja) – as bactérias Bradyrhizobium spp. e a Azospirillum brasilense.
A primeira é responsável pela fixação biológica de nitrogênio na soja, disponibilizando nutrientes para a planta. Já a Azospirillum brasilense promove o crescimento do sistema radicular, favorecendo a absorção de água e nutrientes e aumentando os nódulos das raízes da soja que hospedam a Bradyrhizobium.
As duas bactérias são responsáveis por aumentar a produtividade da soja, além de reduzir o uso de fertilizantes químicos e, como consequência, diminuindo custos e impacto ambiental.
Segundo a coordenadora da Rede Space Farming Brazil, Alessandra Fávero, o objetivo do grupo de participar da Missão Potiguar 2 é entender os efeitos do lançamento, da microgravidade e da radiação ionizante em vôo suborbital na sobrevivência desses microrganismos para poder um dia utilizá-los em missões em espaço profundo.
Para o experimento, foi necessário o apoio de uma equipe multidisciplinar formada por várias instituições: Embrapa, AEB, Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do ABC (UFABC), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e Instituto de Estudos Avançados (IEAv).
As bactérias disponibilizadas pela Embrapa passaram por um processo de liofilização (desidratadas para preservação) e foram colocadas em tubos plásticos para segurança da carga. Os tubos foram guardados em cubesats (cubos de alumínio) desenvolvidos pela Esalq/USP.
Além das amostras, os cubesats contêm biossensores de grafeno desenvolvidos por pesquisadores da UFABC e dosímetros, desenvolvidos pelos pesquisadores do IEAv/DCTA para medir a radiação ionizante. Pesquisadores do CTI Renato Archer construíram um rack que abrigou as amostras em impressora 3D.
No retorno, as amostras vão passar por várias avaliações para entender o comportamento dos microrganismos durante o voo suborbital, como efeito do lançamento, microgravidade e a descida. Para fazer as comparações, foram deixadas amostras como controle. As informações obtidas vão contribuir para o desenvolvimento de novas pesquisas e de tecnologias para o espaço e também para a Terra.
Com informações e imagens da Embrapa e AEB
Brasil testa 'laboratório espacial' que vai a 100 km de altitude e volta à Terra de paraquedas
05/09/2026
A operação acontece até 19 de setembro no Centro de Lançamento Barreira do Inferno, no RN. Se modelo funcionar vai conferir mais autonomia à produção científica brasileira nas pesquisas com microgravidade.” – Por Leonardo Erys. Fonte G1 RN.
Agricultura espacial
Pesquisador de agricultura espacial, o professor universitário Paulo Hercílio Viegas Rodrigues, do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), diz que um dos experimentos enviados é composto por um Cubesat 1U – um minissatélite – com microrganismos liofilizados e biodosímetros de radiação.
Os microrganismos liofilizados são fungos ou bactérias que passaram por um processo de desidratação a frio para resistirem à viagem sem estragar. Já os biodosímetros são pequenos sensores que medem a quantidade de radiação que o experimento recebeu durante o voo.
O objetivo, segundo o professor Paulo Hercílio, é entender como esses microrganismos resistem às condições extremas de uma missão espacial e se conseguem manter a viabilidade após o voo.
“Recuperar a carga útil após o lançamento será fundamental para o sucesso da missão como um todo. Na área agrícola, poderemos nos beneficiar em experimentos relacionados ao melhoramento genético, induzindo mutações em diferentes tipos de explantes e microrganismos, além do desenvolvimento de equipamentos para o cultivo de plântulas em órbita baixa”, explicou.
Segundo o professor, esse experimento vai manter um minissatélite de controle com os mesmos microrganismos e sensores na Terra. “Após a recuperação do Cubesat que irá para o espaço, serão realizadas as análises comparativas”, disse.
Enquanto os experimentos são gerados, em Terra o pesquisador e equipe vão gerar microgravidade – em processo chamado de clinorotação – em um clinostato no Laboratório de Microgravidade de Plantas da ESALQ-USP. (veja equipamento que simula microgravidade abaixo)
“Desse modo, poderemos comparar os efeitos gerados nos microrganismos em um lançamento real e em um ambiente de microgravidade gerada por clinorotação”, afirmou.
Atualmente, testesespaciais desse tipo são realizados em estações como a Estação Espacial Internacional ou a chinesa Tiangong, com acesso e custo restritivos, pontuou o professor.
Ele reforça que a agricultura espacial é importante para o Brasil porque impulsiona o desenvolvimento de tecnologias agrícolas de ponta, já que o Brasil contribui com os Acordos Artemis da NASA, levando a excelência nacional em agronomia para o suporte de missões de longa duração na Lua e em Marte.
“Esse tipo de estudo é importante porque, no futuro, microrganismos poderão ser aliados fundamentais em missões espaciais de longa duração, contribuindo, por exemplo, para o cultivo de plantas, a ciclagem de nutrientes, a produção de alimentos e o desenvolvimento de sistemas biológicos mais sustentáveis fora da Terra”, defendeu o professor.
O laboratório da Esalq atualmente trabalha desenvolvendo equipamentos e acessórios destinados ao estudo do efeito da microgravidade, no espaço, e da gravidade relativa, em Marte e na Lua. “A criação desses equipamentos será fundamental para o estudo do comportamento de plantas de interesse a serem cultivadas nesses ambientes fora da Terra”, argumentou.
NewSpaceTech Green: conectando tecnologias espaciais, agricultura de precisão e inovação no agronegócio
13/08/2026
A integração entre tecnologias espaciais e agricultura vem abrindo novas possibilidades para o monitoramento das áreas produtivas, a geração de dados e o desenvolvimento de soluções inovadoras para o campo. É nesse cenário que surge a NewSpaceTech Green, empresa de base tecnológica que atua na convergência entre tecnologias espaciais, agronegócio, sensoriamento remoto, inteligência geoespacial, agricultura de precisão e experimentação em microgravidade.
Fundada em 2026, a empresa iniciou suas atividades diretamente com apoio da ESALQTec, em Piracicaba (SP), buscando aproveitar o ambiente de inovação e pesquisa proporcionado pelo ecossistema da ESALQ/USP. Sua proposta é desenvolver tecnologias capazes de aproximar conhecimentos e ferramentas do setor espacial das demandas do agronegócio, da pesquisa científica e do monitoramento ambiental.
A parceria com a ESALQTec representa uma oportunidade para acelerar o amadurecimento tecnológico e comercial da empresa, especialmente por meio da validação de suas soluções junto ao setor produtivo e ao ecossistema de inovação. A incubadora poderá contribuir na estruturação do modelo de negócios, desenvolvimento de projetos-piloto e aproximação com pesquisadores, produtores, empresas e instituições parceiras.
Além disso, a empresa busca apoio em temas como proteção da propriedade intelectual, captação de recursos, acesso a investidores e construção de conexões estratégicas. O ambiente da ESALQTec também deverá ser importante para acelerar o desenvolvimento e a validação das soluções nas áreas de experimentação em microgravidade, agricultura de precisão e sensoriamento remoto.
A NewSpaceTech Green atua com tecnologias espaciais aplicadas ao agronegócio, utilizando recursos como microgravidade, sensoriamento remoto, inteligência geoespacial e agricultura de precisão aplicada à pesquisa e inovação.
Seu mercado potencial envolve o agronegócio, instituições de pesquisa, universidades, laboratórios e organizações interessadas em soluções para monitoramento, análise de dados e experimentação em ambientes de microgravidade simulada e real.
Entre as soluções desenvolvidas pela empresa estão clinostatos para análises bioquímicas em ambiente de microgravidade simulada, placas e estruturas embarcáveis em CubeSats para experimentos com elementos bioquímicos e CubeSats educacionais. A empresa também atua no processamento de imagens de satélite de áreas de interesse e plantações, utilizando sensores ópticos e radar de abertura sintética (SAR).
Outro eixo de atuação envolve a implementação de estações de solo para recebimento de dados satelitais in situ, incluindo imagens meteorológicas ou provenientes de satélites de coleta de dados. A NewSpaceTech Green também oferece serviços de assessoria em Engenharia de Sistemas Espaciais, além de cursos customizados e assessoria para o emprego de produtos oriundos de sistemas espaciais em atividades agropecuárias.
Um dos principais diferenciais tecnológicos da empresa está justamente na integração de dados provenientes de diferentes fontes, como satélites, drones e sensores. Para isso, a NewSpaceTech Green trabalha com desenvolvimento de algoritmos e soluções próprias para processamento e análise, geração automatizada de mapas, indicadores e séries temporais e desenvolvimento de soluções customizadas para diferentes aplicações, tanto em laboratório quanto em sistemas espaciais.
A atuação multidisciplinar também representa um diferencial, combinando conhecimentos de engenharia, geotecnologias, sensoriamento e sistemas espaciais. Essa integração permite desenvolver soluções com potencial de aplicação não apenas na agricultura, mas também em áreas como biotecnologia, novos materiais e experimentos científicos.
Atualmente, a empresa trabalha em duas frentes principais. A primeira está relacionada às soluções para experimentação em microgravidade utilizando clinostato. O equipamento permite simular, em condições terrestres, efeitos associados à microgravidade, possibilitando testes e pesquisas com aplicações em biologia, agricultura, materiais e desenvolvimento tecnológico.
A segunda frente envolve o desenvolvimento de uma plataforma digital de inteligência geoespacial para agricultura de precisão. A solução integra imagens de satélites e, futuramente, dados provenientes de drones e sensores de campo. A plataforma permitirá delimitar talhões, visualizar índices de vegetação, acompanhar séries temporais, identificar variações nas áreas produtivas e gerar mapas e informações para apoiar a tomada de decisão.
Os próximos passos da NewSpaceTech Green incluem consolidar o clinostato como produto inicial, validar suas soluções com clientes-piloto e estruturar o modelo comercial. A empresa também pretende ampliar a automação e a escalabilidade das tecnologias, expandir sua atuação no agronegócio e em projetos de monitoramento ambiental e avançar no desenvolvimento de soluções para experimentação em microgravidade real.
Paralelamente, a startup busca estabelecer parcerias com universidades, centros de pesquisa, empresas e instituições nacionais e internacionais, além de captar recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e expansão tecnológica.
A NewSpaceTech Green foi idealizada por Antonio Hugo Saroldi Chaves, Márcio Martins da Silva Costa e Paulo Hercílio Viegas Rodrigues, que reúnem competências voltadas ao desenvolvimento de soluções na interface entre tecnologias espaciais, ciência e aplicações para o agronegócio.
Com uma proposta que aproxima o conhecimento produzido no setor espacial das necessidades da agricultura e da pesquisa científica, a NewSpaceTech Green busca construir uma nova fronteira de inovação, utilizando dados, sensoriamento e experimentação tecnológica para ampliar as possibilidades de desenvolvimento do agronegócio.
